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Análise de mercado

O Copom cortou a Selic para 13,75% e, na ata, pediu serenidade e cautela.

Por Equipe Porte · Revisão técnica de Eduardo Schumann, Head de Produtos, certificação Ancord · 1 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Em 16 de setembro, o Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, por decisão unânime. Foi o quinto corte seguido de 0,25 ponto.

No mesmo dia, o Federal Reserve subiu os juros americanos pela primeira vez desde 2023. Em 22 de setembro, a ata do Copom explicou o que pesou na decisão brasileira.

O que a ata do Copom disse

A ata é o documento em que o Comitê de Política Monetária detalha, seis dias úteis depois da reunião, o raciocínio por trás da decisão. O comunicado traz o resultado; a ata traz o argumento.

Nesta, o comitê afirmou que vai manter uma "restrição adequada" da política monetária até a inflação convergir para a meta. Também registrou que as expectativas de inflação seguem acima da meta em todos os horizontes analisados.

Sobre o ambiente lá fora, o texto diz que a incerteza segue em níveis elevados. O momento exige "serenidade e cautela" dos países emergentes, com volatilidade nos preços de ativos e de commodities.

O comitê não prometeu novos cortes nem encerrou o ciclo. A extensão total depende, segundo a própria ata, das informações que chegarem sobre inflação e atividade.

O Fed foi para o outro lado, e a ata registra o motivo

Enquanto o Copom cortava, o Federal Reserve elevava a taxa americana em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. A decisão também foi unânime, entre os doze membros com direito a voto.

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos subiu 3,4% em 12 meses até agosto, puxada pela gasolina, segundo o Bureau of Labor Statistics. O petróleo Brent seguiu perto de US$ 104 por barril.

Não foi um movimento isolado. Na mesma semana, o Banco do Japão elevou sua taxa para 1,25% ao ano. Explicamos antes por que as duas decisões apontavam para lados opostos.

O que o mercado fez na semana

O Ibovespa interrompeu quatro semanas seguidas de alta. O dólar fechou a sexta-feira, 18 de setembro, a R$ 5,144, com alta de 0,37% na semana, segundo a Exame e a CNN Brasil.

A leitura da imprensa atribuiu o movimento a dois fatores somados: a alta de juros em vários países e as pesquisas eleitorais. Registramos isso como leitura de mercado, não como opinião nossa sobre candidato ou resultado.

O que isso muda para quem tem patrimônio para cuidar

O juro real brasileiro continua alto. Com a Selic em 13,75% e o IPCA acumulado de 4,22% nos 12 meses até agosto, a conta dá perto de 9,1% ao ano.

A distância entre o juro brasileiro e o americano encolheu meio ponto no mesmo dia, pelos dois lados. Ela segue larga, acima de 9 pontos percentuais, e é um dos fatores que pesam sobre o câmbio.

O que muda de fato na carteira não é a decisão de um dia. É o prazo de cada aplicação diante dos seus objetivos. Tratamos disso em como funciona o Tesouro IPCA+ com juro real alto, e ele sai da estratégia de investimentos definida antes.

Para ver o que a decisão desta reunião muda nos prazos da sua carteira, fale com um assessor.

Perguntas frequentes

O que é a ata do Copom?

É o documento em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central detalha o raciocínio da decisão de juros. Sai seis dias úteis depois da reunião, sempre numa terça-feira. O comunicado do dia da reunião traz o resultado, e a ata traz os argumentos e a leitura de cenário.

Qual é a taxa Selic hoje?

A Selic está em 13,75% ao ano desde 16 de setembro de 2026, quando o Copom a reduziu em 0,25 ponto, por decisão unânime. Foi o quinto corte seguido do mesmo tamanho. O comitê não sinalizou os próximos passos e disse que a extensão do ciclo depende da inflação e da atividade.

O que a ata do Copom de setembro de 2026 disse sobre novos cortes?

A ata não descartou novos cortes nem os prometeu. O comitê afirmou que vai manter uma restrição adequada da política monetária até a inflação convergir para a meta. Também citou aumento de incerteza e pediu serenidade e cautela diante do cenário externo.

Por que o Fed subiu os juros em setembro de 2026?

Porque a inflação americana voltou a acelerar. O índice de preços ao consumidor subiu 3,4% em 12 meses até agosto, puxado pela gasolina, com o petróleo perto de US$ 104 por barril. O Fed elevou a taxa em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, em decisão unânime.

Qual é o juro real no Brasil hoje?

Juro real é a taxa de juros descontada a inflação. Com a Selic em 13,75% ao ano e o IPCA acumulado de 4,22% nos 12 meses até agosto de 2026, a conta dá perto de 9,1% ao ano. É o que mostra quanto o dinheiro rende acima da perda de poder de compra.

Uma leitura ajuda a organizar a pergunta. A decisão exige contexto.

Converse com a equipe para entender como este tema se relaciona com o seu momento e com o restante do patrimônio.

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